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Dr. Nário Takimoto · Urologia e Oncologia (45) 99139-3873 Agendar

Condição · oncologia

Câncer de próstata: diagnóstico e tratamento

O câncer de próstata é o tumor mais comum nos homens brasileiros, depois do câncer de pele. No início ele quase nunca dá sintomas, e por isso o diagnóstico costuma começar com o PSA. Quando descoberto cedo, tem boas chances de controle, e o tratamento é escolhido caso a caso.

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Revisado por Dr. Nário Takimoto em

O que é o câncer de próstata

O câncer de próstata acontece quando células da próstata passam a se multiplicar de forma descontrolada. Na maioria dos casos, o tumor cresce devagar e fica restrito à glândula por muitos anos. Em uma parte dos homens, porém, ele é mais agressivo e pode se espalhar para gânglios e ossos.

Por isso o tratamento não é igual para todos. Saber o grau de agressividade e a extensão do tumor é o que define o melhor caminho.

Fatores de risco

  • Idade: o risco aumenta a partir dos 50 anos.
  • Histórico familiar: pai ou irmão com câncer de próstata, principalmente antes dos 60 anos.
  • Origem: homens negros têm risco maior e tumores mais agressivos com mais frequência.
  • Alterações genéticas herdadas, como as dos genes BRCA, que também aumentam o risco de câncer de mama e ovário nas mulheres da família.
  • Excesso de peso está ligado a tumores mais agressivos.

Sintomas

No início, o câncer de próstata quase nunca dá sintomas. Quando aparecem, costumam indicar doença mais avançada ou se confundem com os da próstata aumentada:

  • dificuldade para urinar ou jato fraco;
  • sangue na urina ou no sêmen;
  • dor nos ossos, principalmente na coluna e na bacia, em fases avançadas.

Esperar por sintomas para investigar é o motivo de muitos diagnósticos tardios.

Rastreamento e diagnóstico

Fazer exames em homens sem sintomas é uma decisão que deve ser conversada com o urologista, pesando benefícios e riscos. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que essa conversa comece aos 50 anos, ou aos 45 para quem é negro ou tem pai ou irmão com a doença.

A investigação costuma seguir esta ordem:

  1. PSA e toque retal. Indicam se há suspeita.
  2. Ressonância magnética da próstata. Mostra áreas suspeitas e ajuda a evitar biópsias desnecessárias.
  3. Biópsia. É o único exame que confirma o câncer. O patologista dá uma nota de agressividade, a escala de Gleason ou ISUP.

Se o câncer for confirmado, exames como tomografia, cintilografia óssea ou PET-PSMA mostram se a doença está restrita à próstata.

Estágios e grupos de risco

Com os resultados, o caso é classificado:

Grupo O que significa Caminho mais comum
Baixo risco Tumor pequeno, pouco agressivo Vigilância ativa, na maioria dos casos
Risco intermediário Tumor com agressividade moderada Cirurgia ou radioterapia; vigilância em casos selecionados
Alto risco Tumor agressivo ou mais extenso Cirurgia ou radioterapia com bloqueio hormonal, muitas vezes combinados
Doença avançada Espalhou para gânglios ou ossos Tratamento sistêmico (hormonal e outros), com equipe multidisciplinar

Tratamentos

As principais opções para a doença localizada são:

  • Vigilância ativa: acompanhamento com PSA, ressonância e biópsias periódicas. Evita os efeitos do tratamento em tumores que provavelmente não vão causar problema.
  • Cirurgia robótica (prostatectomia radical): retira a próstata com o tumor. Permite analisar todo o material e saber exatamente a extensão da doença.
  • Radioterapia: trata a próstata com radiação, às vezes com bloqueio hormonal por alguns meses.
  • Braquiterapia e terapias focais: para casos selecionados.

Cirurgia e radioterapia têm resultados de controle semelhantes em muitos casos de doença localizada, com efeitos colaterais diferentes. A escolha leva em conta o tumor, a sua idade, a sua saúde e o que é mais importante para você. Se você já recebeu uma indicação e quer ouvir outra avaliação, a segunda opinião é um direito seu.

Quando procurar um urologista

Marque uma consulta se:

  • você tem 50 anos ou mais (ou 45, com fator de risco) e nunca conversou sobre o rastreamento;
  • o seu PSA veio alterado ou subiu em relação ao exame anterior;
  • recebeu o resultado de uma biópsia e quer entender as opções;
  • tem sangue na urina ou no sêmen.

Perguntas frequentes

PSA alto quer dizer câncer?

Não necessariamente. O PSA também sobe com a próstata aumentada, inflamação, infecção, relação sexual ou exercício de bicicleta nos dias anteriores ao exame. Um PSA alterado é motivo para investigar, não um diagnóstico.

Se eu fizer o toque retal, preciso do PSA? E o contrário?

Os dois exames se complementam. Alguns tumores aparecem no toque com PSA normal, e outros só são suspeitos pelo PSA. O urologista decide com você o que faz sentido no seu caso.

Todo câncer de próstata precisa ser operado?

Não. Muitos tumores de baixo risco crescem tão devagar que podem ser apenas acompanhados, com PSA, ressonância e biópsias periódicas (vigilância ativa). O tratamento só começa se houver sinal de progressão.

Câncer de próstata tem cura?

Quando a doença está restrita à próstata, o tratamento é feito com intenção de cura e as chances de controle são altas. Em fases mais avançadas, existem tratamentos que controlam a doença por muitos anos. O resultado depende de cada caso e ninguém pode garantir.

Moro no Paraguai ou na Argentina. Posso tratar em Foz?

Sim. O Dr. Nário atende pacientes dos dois países no consultório de Foz do Iguaçu. Leve todos os exames e laudos que já tiver, inclusive as lâminas da biópsia, se possível.

Fontes

Atualizado em . Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

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